Comprar um imóvel pode dividir as pessoas entre dois sentimentos: a alegria e o medo. A alegria existe pela razão do indivíduo estar realizando o sonho da casa própria. Já o medo aparece quando a pessoa tem receio de se arrepender da compra. Para combater essa insegurança, o cliente deve saber o que avaliar na compra de um imóvel.

Como qualquer outro investimento, é preciso estudar diversas características, tornando a compra mais objetiva e os riscos de arrependimento, bem menores.

Quer entender esse conceito na prática? É fácil, acompanhe este artigo até o final!

1. Avalie as suas expectativas

O primeiro ponto que deve ser estudado não é algo físico. Quando uma pessoa decide comprar alguma coisa, isso significa que ela tem uma expectativa para ser atendida. Por exemplo: quem paga aluguel e escolhe financiar um imóvel tem como expectativa fazer um uso mais eficiente do seu dinheiro.

Mas essa não a única demanda que a compra do seu imóvel atenderá. Por isso, faça uma lista e anote tudo aquilo que você espera do seu futuro lar. Estabelecendo critérios claros, você terá foco na hora de pesquisar imóveis, pois que já sabe o que quer.

2. Atente-se à localização

A localização imobiliária é um fator importantíssimo na hora de comprar um imóvel, pois influencia no dia a dia dos moradores e impacta na valorização da propriedade.

Nesse caso, entenda quais são as necessidades da sua família e verifique se o local escolhido tem como atendê-las. Em alguns casos, bairros novos podem parecer um desafio, pois nem sempre têm escolas ou centros comerciais desenvolvidos — mas lembre-se que esse tipo de serviço costuma ser uma das primeiras necessidades atendidas pelos comerciantes ou gestores.

Paralelo a isso, a localização pode fazer com que, no futuro, você receba uma boa oferta pelo seu imóvel. Nesse caso, além do bairro, analise a infraestrutura do imóvel e/ou condomínio para garantir um bom negócio.

3. Observe a infraestrutura do imóvel

Ao visitar o imóvel, observe se existem pequenas rachaduras nas paredes ou se há indícios de cupins ou manchas que podem indicar infiltrações. Esses detalhes podem passar despercebidos pelo comprador mais entusiasmado, então, aproveite bem a oportunidade de conhecer o imóvel para evitar dores de cabeça no futuro.

Caso esteja comprando na planta, vale muito a pena visitar outros empreendimentos entregues pela construtora. Converse com funcionários do condomínio para saber se existem reclamações sobre problemas elétricos e hidráulicos, por exemplo.

Uma dica valiosa: fotografe o imóvel enquanto o visita. Dessa forma, será mais fácil se lembrar de pontos fortes e fracos da propriedade — ou pedir a opinião de amigos e familiares.

4. Verifique o trânsito

Um estudo divulgado em 2018 revelou que o brasileiro passa até 40 dias por ano no trânsito. Parece algo inacreditável, não é mesmo? Por isso, aproveite a oportunidade da mudança para avaliar imóveis que atendam às suas necessidades de transporte.

Uma outra boa dica é visitar o imóvel em diferentes horários, para verificar a qualidade do trânsito da região.

Além disso, defina se você precisa de uma casa ou apartamento com estacionamento. Se ainda não tem carro ou moto, mas tem vontade de comprar esses itens, leve seu desejo em consideração.

Um levantamento publicado pela revista Veja mostra que os moradores da cidade de São Paulo gastam até R$ 2 mil por ano para estacionar.

Agora, se você não tem interesse em ter um automóvel, terá que estudar um bairro que tenha linhas de transporte público que consigam atender a toda a família.

5. Estude os custos do negócio

Sua compra deverá obedecer a um teto máximo de investimento. Para definir esse valor, pesquise o custo médio das parcelas de financiamento imobiliário — lembrando que essas mensalidades não devem ultrapassar 30% do seu salário.

Economistas sugerem que as pessoas economizem para dar uma entrada no momento da compra, uma vez que isso reduz o impacto dos juros no financiamento e reduz os custos da operação.

Existem várias formas de conseguir juntar capital para dar de entrada na compra de um imóvel. A mais simples é usando o saldo do FGTS. Nesse caso, é possível usar o saldo de mais de uma conta, se a compra estiver sendo feita em conjunto. Casais costumam recorrer a essa alternativa.

Outra dica é criar uma conta específica para guardar o dinheiro da entrada do imóvel. Você pode investir esse capital em uma opção de renda fixa com boa liquidez, como o Tesouro Direto. Jamais deixe seu dinheiro parado em uma conta corrente, pois ele sofrerá com a corrosão da inflação.

Para finalizar: evite dívidas. Estar com o nome na lista de consumidores inadimplentes pode criar obstáculos na hora de comprar um imóvel. Bancos emprestam dinheiro considerando o risco da negociação — e pessoas com um histórico de bom pagador têm acesso a melhores condições de financiamento.

6. Não se esqueça dos gastos extras

Além do valor do imóvel, o comprador terá que arcar com custos envolvidos na compra. O pagamento de impostos, como o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que pode custar até 5% do valor de venda do imóvel, e as certidões podem pegar de surpresa compradores desatentos, atrasando a entrega das chaves.

Verificar esses custos é fácil. Basta que o comprador visite o site da prefeitura da sua cidade para saber o valor do ITBI — alguns municípios oferecem opções de isenção. Os custos com certidões podem ser checados no Cartório de Imóveis.

Como vimos neste artigo, realizar o sonho da casa própria exige planejamento. Dessa forma, tudo transcorre tranquilamente. Agora que você entendeu o que avaliar na compra de um imóvel, precisa se atentar a uma modalidade de compra específica: a compra de imóveis na planta. Essa opção é muito popular, pois que dá tempo ao comprador de planejar a mudança, organizar suas finanças, comprar móveis, etc. Contudo, o futuro morador precisa ter certeza de que está fazendo negócio com uma incorporadora confiável.

Pensando nisso, escrevemos um artigo especial sobre o que avaliar na compra de um imóvel na planta. Leia agora mesmo e entenda tudo sobre esse tema!

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