As dívidas — ou restrições cadastrais — são um dos principais impedimentos para a aquisição de um imóvel próprio por meio de financiamento. Quem tem pendências financeiras fica impedido de contratar créditos imobiliários, o que inviabiliza a compra do bem para a maioria as pessoas.

Se você está nesta situação, o primeiro passo para viabilizar o negócio é regularizar seus débitos. Para ajudá-lo, preparamos este post com algumas dicas sobre como limpar o nome no mercado e voltar a dispor de crédito para realizar seus objetivos. Confira!

O que é nome sujo?

Uma pessoa fica com o nome sujo no mercado quando é inserida em algum cadastro de devedores utilizados pelo mercado — o Serasa e o SPC são os mais comuns. Quando alguém deixa de pagar uma dívida em uma loja por exemplo, o estabelecimento informa aos cadastros sobre a inadimplência.

Antes de autorizar uma venda a prazo ou liberar um empréstimo, por exemplo, os estabelecimentos consultam esses cadastros. Eles servem como alertas ao mercado, indicando que vender para aquela pessoa é uma operação com maior risco — e é exatamente isso que ocorre com o financiamento imobiliário.

O nome limpo é uma condição básica para se obter o crédito. A única opção para financiar um imóvel com o nome sujo é por meio da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida, a chamada faixa social. No entanto, ela se destina apenas a famílias com renda de até R$ 1,5 mil.

Como limpar o nome?

Quem teve seu nome inserido em cadastros de devedores e deseja adquirir um imóvel precisa regularizar sua situação antes de negociar com o banco ou outro agente financiador. Caso contrário, não terá chances de aprovar um financiamento. Sendo assim, confira um passo a passo sobre como limpar o nome e voltar a ter condições de receber crédito.

Consulte sua situação

O primeiro passo é identificar quais são as dívidas que constam em seu nome e em qual o cadastro você está registrado como devedor. Os mais comuns são o Serasa, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Ao encontrar seu CPF na relação de credores nestes serviços, é preciso identificar o estabelecimento responsável pela inclusão — pode ser uma loja ou banco para quem você deve. Os cadastros são obrigados a prestar esta informação sem custos.

Cabe lembrar que antes da inclusão do seu nome nesses cadastros você recebe uma notificação, geralmente pelo correio, alertando sobre a dívida e estabelecendo um prazo para a quitação. Se o seu nome já consta na relação é porque, de fato, não houve o pagamento.

Negocie com o credor

Para ser excluído da lista de devedores, ou seja, para limpar o seu nome, a única saída é pagar o débito. A melhor forma de fazer isso é negociando diretamente com a instituição credora a melhor forma de quitar a dívida.

Procure a loja ou banco para quem você deve e tente um acordo. É importante que, no momento da negociação, você já tenha se planejado financeiramente sobre como fazer o pagamento. Acertando a pendência à vista, geralmente é possível obter um bom desconto. Contudo, caso não seja possível, informe o quanto pode pagar mensalmente e busque o acerto.

Caso o estabelecimento não aceite sua proposta para a renegociação da dívida, você ainda pode buscar auxílio em órgãos de defesa do consumidor ou Defensoria Pública, que atuam como mediadores, auxiliando as partes a chegarem a um acordo.

Cumpra de forma rigorosa o combinado

Quando se chega a um acordo, o pagamento da primeira parcela já é suficiente para excluir seu nome do cadastro de maus pagadores. Porém, se houver algum atraso, todo o acordo é invalidado e o seu nome fica sujo novamente.

Por isso, é fundamental cumprir de forma rigorosa com o que foi combinado. Lembre-se de que se trata de uma renegociação, uma segunda chance para acertar as contas. Se você não cumprir o combinado, um novo acordo ficará mais difícil.

Guarde os comprovantes de pagamento

Após o acordo para pagamento da dívida, a empresa para a qual você deve tem um prazo de 5 dias para solicitar a retirada do seu nome do cadastro de inadimplentes. Este é um direito seu, expresso no Código de Defesa do Consumidor.

Guarde com cuidado toda a documentação referente à negociação e também os comprovantes de pagamento. Eles serão a sua comprovação de tudo o que foi pago.

O que acontece quando a dívida caduca?

A partir do momento em que ocorreu a inadimplência, o seu nome poderá ficar registrado nos cadastros de credores por até cinco anos. Depois desse prazo, mesmo que a dívida não seja paga, o seu nome é retirado da lista — mas isso não significa que o débito deixa de existir.

Mesmo fora dos cadastros, você seguirá como devedor do estabelecimento e passível de cobrança judicial. Como consequência, a sua dívida será cada vez maior em virtude dos juros e multas.

Quais cuidados devem ser tomados contra as fraudes?

No que se refere às dívidas e aos cadastros de devedores, há duas formas bastante comuns de golpes com os quais você deve tomar bastante cuidado. O primeiro deles ocorre quando alguém utiliza seus dados para efetuar compras ou empréstimos em seu nome.

Isso ocorre, por exemplo, quando você perde ou tem seus documentos roubados. Geralmente, a vítima só descobre a fraude quando já está inserida nos cadastros de maus pagadores.

A segunda situação explora o desespero de quem já está endividado. São fraudadores que prometem retirar seu nome dos cadastros de devedores sem que precise pagar a dívida ou pagando um valor muito baixo. Somente a renegociação e o pagamento da dívida possibilitam limpar o seu nome. No entanto, não embarque em soluções mirabolantes, pois elas só resultarão em mais prejuízos e dificuldades para você.

Agora que você já sabe como limpar o nome dos cadastros de devedores, procure quitar seus débitos e manter sempre suas finanças em dia. Obter o financiamento imobiliário é apenas um dos benefícios de ser um bom pagador. Uma vida financeira organizada dá tranquilidade para a família, que pode planejar o seu futuro, além de facilitar o seu acesso a novos créditos.

Este conteúdo foi útil para você? Que tal conferir agora como se livrar das dívidas com o cartão de crédito, um dos grandes vilões da saúde financeira dos brasileiros?

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