Perder o controle dos gastos com o cartão é um dos maiores medos financeiros das pessoas. Os juros e as multas transformam pequenos atrasos em valores difíceis de serem pagos, fazendo com que milhões de pessoas se façam a mesma pergunta: como sair das dívidas do cartão de crédito?

Se esse é o seu caso, não se preocupe. É possível deixar os débitos de lado e reorganizar sua vida financeira — desde que haja vontade para isso. Para ajudá-lo a mudar alguns hábitos e pensar melhor nesse assunto, resolvemos escrever este artigo. Leia atentamente.

1. Entenda o que significa a palavra “crédito”

Algumas pessoas consideram o cartão de crédito como parte de sua renda. Estão tão acostumadas a usá-lo que o colocam na mesma categoria do salário ou de vales alimentações. No entanto, esse dispositivo não faz parte da sua receita.

O cartão de crédito nada mais é do que um empréstimo pré-aprovado. Se o limite do seu cartão é de R$ 10 mil, isso significa que você tem esse valor disponível para usar. Pensando dessa forma, o consumidor deve se questionar se vale a pena recorrer a esse empréstimo para fazer determinadas compras.

2. Reveja seus gastos

Como sair das dívidas do cartão de crédito é uma tarefa urgente, é necessário que o endividado faça sacrifícios. O primeiro deles é cortar gastos. Dessa forma, o valor disponível para pagar as dívidas aumenta.

Assinaturas de serviço que você não usa devem ser imediatamente canceladas. Isso também vale para taxas que você paga para empresas como bancos. Somados, esses pequenos valores fazem uma grande diferença. O ideal é que as suas despesas, nesse período de reorganização, contemplem apenas o que é necessário.

3. Pague o valor total sempre que possível 

Os juros cobrados no parcelamento das faturas são muito altos. Em alguns casos, eles ultrapassam 300% ao ano. Por isso, recorra ao parcelamento apenas em casos emergenciais. Se você precisar parcelar esse valor, faça pelo menor tempo possível.

Sabendo que no próximo mês a fatura virá cobrando uma parcela composta por dívida e juros, o ideal é se controlar e evitar gastos para reduzir o custo com essa conta. Se for o caso, cancele o seu cartão e fique pagando apenas o parcelamento.

4. Não subestime os pequenos valores

Lanches e corridas de Uber podem surpreender o consumidor na hora de pagar a conta do cartão de crédito. Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo ouviu o relato de jovens que tiveram que cancelar o cartão devido ao excesso de consumo desses serviços.

Alguns deles gastavam mais de R$ 300 por mês com viagens curtas. É provável que algumas pessoas achem caro comprar uma passagem de avião para um voo doméstico por esse valor, mas elas podem não se importar de pagar isso para usar serviços de motorista particular.

Nessa situação, é preferível pagar esses serviços à vista e em dinheiro. Separe um orçamento semanal para cobrir custos eventuais e tente fazer esse valor sobreviver pelos sete dias.

5. Faça um empréstimo para pagar o cartão

Essa dica pode parecer estranha, uma vez que a maioria das pessoas tem medo de ir pessoalmente ao banco pedir um empréstimo. Contudo, os juros cobrados em um empréstimo pessoal, normalmente, são menores do que os juros do cartão de crédito.

Isso quer dizer que, em vez de atrasar ou parcelar a sua fatura, emprestar dinheiro para pagá-la pode ser mais vantajoso. Lembre-se de fazer uma pesquisa e simular o empréstimo em diferentes instituições, para poder contratar as melhores condições.

6. Negocie com a operadora

Não deixe que a situação caminhe de forma automática. Entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito para verificar se existe uma forma mais vantajosa de realizar o pagamento de sua dívida.

Lembre-se de que a empresa tem interesse no pagamento da dívida, portanto, ela pode facilitar o pagamento, oferecer uma linha de crédito pessoal com uma taxa de juros menor ou propor um acordo. Além disso, caso a dívida seja antiga, as taxas de juros podem ter diminuído e você poderá usufruir dos novos valores para poder quitar o seu débito.

7. Faça uma pesquisa antes de contratar um cartão

Como sabemos, atualmente até lojas de varejo oferecem cartões de crédito. O cliente mais desatento pode acreditar que esses produtos são todos iguais e que a única coisa que muda é a quantidade de lugares que aceitarão o cartão.

Isso está errado. Na hora de escolher um cartão de crédito, verifique o valor que a empresa cobra de juros pelo parcelamento da dívida, no crédito rotativo e, claro, se possível peça isenção da taxa de anuidade.

Algumas informações interessantes podem ser encontradas no site do Banco Central, que exibe tabelas comparando essas instituições. Para que você possa entender a importância da pesquisa, veja a diferença entre as taxas cobradas, atualmente, pelo banco mais barato e pelo mais caro. Enquanto o banco Facta cobra 43,05% ao ano de juros no parcelamento, o Banco do Estado de Sergipe cobra 498,31%.

8. Faça a portabilidade da dívida

Como vimos no tópico anterior, as diferenças entre os valores praticados pelos bancos são grandes. O que muita gente não sabe é que é possível fazer a portabilidade dessa dívida, migrando o seu serviço bancário para outra instituição.

A portabilidade da dívida não contempla apenas os gastos gerados com cartão de crédito, mas o cheque especial, financiamentos de veículos e outras linhas de empréstimos voltados à Pessoa Física. Saiba que o seu banco atual não pode se negar a permitir que você faça a portabilidade. Caso isso ocorra, procure o Procon ou o Banco Central e abra uma reclamação.

Como sair das dívidas do cartão de crédito? Bem, agora você sabe. Organizar as suas finanças é possível. Basta que você se esforce para diminuir seus gastos e busque linhas de crédito que o ajudem a pagar os seus débitos — em vez de destruir o seu patrimônio.

Se você deseja realizar o sonho da casa própria, mas está com medo de não conseguir contratar um financiamento, saiba que não há razão para adiar esse desejo. Leia nosso artigo sobre como comprar um apartamento e não se endividar, para entender melhor o assunto.

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