O Minha Casa Minha Vida é um dos principais assuntos do mercado imobiliário dos últimos anos. Afinal, esse programa do governo vem facilitando o processo para que muitos brasileiros consigam concretizar o tão sonhado desejo de ter sua casa própria.

Saiba que essa iniciativa vem oferecendo cada vez mais oportunidades para que uma grande parcela da população brasileira possa financiar o seu imóvel.

Então, para você, que quer comprar um imóvel e está interessado em saber mais sobre o programa, preparamos este conteúdo para responder as principais dúvidas do programa, ok? Listamos abaixo as 6 perguntas e respostas mais pertinentes sobre o Minha Casa Minha Vida. Acompanhe:

1. O que é o Minha Casa Minha Vida?

O Brasil possui um grande déficit habitacional. Prova disso é uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2008, que mostra como o país tinha um déficit de quase 8 milhões de moradias. Tendo isso como motivação, o governo federal criou o Minha Casa Minha Vida, em 2009.

O programa veio para aumentar a fatia da população que possui um imóvel próprio. E, até hoje, isso é feito por meio de subsídios e juros menores, se comparados com as maneiras tradicionais de financiar um imóvel — o que reflete em parcelas menores de financiamento, sem comprometer mais do que 30% da renda do comprador.

Quem é responsável pela sua viabilização é o próprio governo federal, em parceria com os municípios e outros setores.

2. Quem pode participar do Minha Casa Minha Vida?

Como a iniciativa surgiu com um cunho mais social, a prioridade sempre foi a população de baixa renda, pois é a que mais carece de recursos como esse. Assim, quando o programa foi lançado, somente as pessoas ou famílias com renda de até R$ 6,5 mil poderiam ser beneficiadas por ele.

Mas uma mudança recente, estabelecida no ano de 2017, alterou essa regra. A partir desse ano, o Minha Casa Minha Vida começou a incluir também pessoas ou famílias que possuem uma renda mensal de até R$ 9 mil. Essa medida ajudou a abranger uma quantidade maior de brasileiros, bem como ajudou a movimentar mais o mercado imobiliário.

Apesar disso, é preciso saber também que, se o comprador já possuir um imóvel em seu nome, não poderá usufruir das vantagens do programa. E isso vale também caso tenha pendências no SPC ou Serasa, pois dificilmente o financiamento será aprovado.

3. É possível financiar qualquer imóvel?

Além da renda mensal, há outro requisito para participar do programa: o valor do imóvel a ser financiado.

Pelas regras, há um teto para o valor máximo de imóvel que pode ser obtido com a ajuda do Minha Casa Minha Vida. Mas não existe um valor fixo para esse teto, pois ele varia de cidade para cidade.

O valor para cada município foi definido pelo Ministério das Cidades, juntamente às mudanças recentes realizadas pelo governo federal. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, o valor permitido é de até R$ 240 mil. Já nas capitais do Norte e Nordeste, só podem ser financiados imóveis cujo valor máximo não ultrapasse R$ 180 mil.

A sugestão é que, antes de iniciar a adesão ao programa, seja feita uma consulta sobre o imóvel, para ver se ele cumpre o requisito na sua cidade.

Além disso, há também uma avaliação técnica a fim de verificar se o imóvel está dentro dos critérios de qualidade e especificações pelo Minha Casa Minha Vida. Essa avaliação é feita pela CAIXA e tem o objetivo de verificar questões de infraestrutura e acessibilidade.

4. Como participar do Minha Casa Minha Vida?

Cumprindo os requisitos acima, já é possível aderir ao programa. Agora, para saber sobre o seu funcionamento, basta entender que existem algumas faixas de participação, com suas devidas regras específicas.

São 4 faixas, e veremos melhor cada delas abaixo:

Faixa 1

Essa faixa corresponde aos brasileiros com renda mensal de até R$ 1,8 mil. Nesse caso, o tempo de financiamento é de no máximo 120 meses, sendo que as prestações podem variar de R$ 80 a R$ 270.

Além disso, o governo financia a maior parte do imóvel, mas, para que isso aconteça, é preciso oferecer o próprio imóvel como garantia.

Faixa 1,5

A próxima faixa do programa é a 1,5. Nela são incluídas as famílias com renda mensal de R$ 1,8 mil até R$ 2,6 mil.

Entrando nessa faixa, é preciso ter em mente que a taxa de juros praticada é de 5% ao ano. O governo subsidiará até R$ 47,5 mil do valor do imóvel, e o prazo para pagamento é de até 30 anos.

Faixa 2

Na faixa 2, os brasileiros participantes são aqueles com rendimento entre R$ 2,6 mil e R$ 4 mil. Nesse caso, o financiamento oferecido pelo governo subsidiará até R$ 29 mil referentes à compra do imóvel.

As taxas de juro anual podem variar de 5,5% até 7%, e o prazo do financiamento também é de 30 anos.

Faixa 3

Por fim, há a faixa 3 de financiamento. Essa faixa atende as famílias com renda mensal entre R$ 4 mil e R$ 9 mil, ainda com um prazo para o financiamento de 30 anos. Além disso, só é possível financiar o imóvel utilizando os recursos do FGTS.

A taxa de juros também varia de acordo com a renda mensal — ela é de 8,16% para quem está dentro da faixa e recebe até R$7 mil por mês, e de 9,16% para quem recebe entre R$ 7 mil e R$ 9 mil.

5. Quais são os documentos necessários para fazer parte do programa?

O primeiro passo para iniciar o processo de adesão do Minha Casa Minha Vida é solicitar a análise de crédito junto a Caixa Econômica Federal, juntamente à escolha de um imóvel a ser negociado, desde que ele se enquadre nos requisitos do programa.

Para iniciar esse processo de análise de crédito, será preciso apresentar os seguintes documentos:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de residência;
  • CPF dos moradores que somam a renda da família;
  • data de nascimento de todos os membros da família;
  • certidão de casamento e documentos do cônjuge, caso exista.

Lembrando que outros documentos podem ser solicitados ao longo do processo, principalmente os que são referentes a outros financiamentos feitos anteriormente pelo comprador.

6. Como fazer o cadastro no Minha Casa Minha Vida?

Enfim, se você se interessou em participar do Minha Casa Minha Vida e cumpre os requisitos que citamos acima, sugerimos que procure um corretor ou imobiliária de confiança para ajudá-lo a encontrar imóveis que são enquadrados no programa.

Dessa forma, será possível usufruir de todas as vantagens que o programa oferece.

Então, gostou deste post? Agora que você já sabe mais sobre o Minha Casa Minha Vida, o que acha de entrar em contato conosco para esclarecermos outras dúvidas desse processo?

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