Comprar um imóvel exige muita atenção com o planejamento financeiro da operação. Trata-se de um negócio que, geralmente, tem implicações nas finanças do comprador por um longo período, como no caso dos financiamentos.

E é importante ficar atento a um aspecto em especial para não ter surpresas durante a transação: as despesas extras que envolvem a aquisição e não estão implícitas no valor da casa ou apartamento que se vê no anúncio. É desses gastos que trataremos neste post: saiba agora quais são as principais taxas ao comprar um imóvel.

Principais taxas ao comprar um imóvel

Ao procurar um imóvel, uma das principais preocupações é encontrar uma casa ou apartamento cuja aquisição caiba no bolso. Por isso, é recomendável se dedicar a simular as parcelas do financiamento e avaliar qual a melhor instituição para realizar a operação.

Mas não se esqueça de considerar os gastos iniciais ao acertar o negócio mais viável possível para as suas finanças. Além de uma entrada, cujo valor mínimo pode variar entre 10% e 30% do preço do imóvel, há algumas taxas e impostos que precisam ser acertadas antes de tomar posse do seu novo imóvel. Confira quais são as principais delas.

ITBI

O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é um tributo cobrado pela prefeitura da cidade onde o imóvel está localizado. Ele deve ser pago pelo comprador do bem e é indispensável para a realização da transferência de propriedade do imóvel.

A alíquota do ITBI varia de cidade para cidade, podendo oscilar de 2,5% a 4%. Ou seja, se você está adquirindo um imóvel de R$ 150 mil, terá que pagar pelo tributo entre R$ 4,5 mil e R$ 6 mil antes mesmo de transferi-lo para o seu nome.

Entretanto, em alguns casos, é possível que esse tributo seja reduzido. Quem está comprando seu primeiro imóvel por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), por exemplo, tem direito a 50% de desconto no ITBI.

Outra forma de reduzir o impacto do tributo é incluí-lo no saldo devedor do financiamento. Assim, em vez de arcar com todo o valor logo no início do negócio, é possível diluí-lo ao longo das prestações. Mas fique atento, pois nem todos os bancos realizam essa operação. É preciso consultar essa possibilidade com antecedência.

Escritura pública

A escritura pública é um documento emitido pelo tabelião de notas que confere validade jurídica a uma operação de compra e venda de imóveis. Ela identifica a propriedade que é objeto da transação e também as partes envolvidas no negócio.

O valor pago pela escritura também varia conforme a localização do imóvel. É possível conferir a quantia cobrada em cada estado no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB).

Porém, o comprador deve se preocupar com o pagamento pela escritura somente nos casos em que o pagamento do imóvel será feito à vista. Quando a transação envolve financiamento, o próprio contrato assinado junto ao banco funciona como uma escritura.

Registro do imóvel

Depois de fechar negócio, é preciso transferir a casa ou o apartamento para o seu nome. Isso é feito por meio da atualização do registro do imóvel no Cartório de Registros de Imóveis. Essa é mais uma despesa que fica a cargo do comprador. Somente o registro garante que o imóvel em questão é realmente seu.

O valor da taxa para a emissão do documento também varia de acordo com a cidade. Em geral, a alíquota fica entre 1% e 1,5%. Ou seja, no exemplo do imóvel de R$ 150 mil, o custo do registro ficaria entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil.

No entanto, assim como no caso do ITBI, é possível obter desconto de 50% na taxa caso a transação envolva o primeiro imóvel do comprador. E, dependendo do banco no qual se obterá o financiamento, esse valor pode ser incluído no empréstimo.

Taxa de avaliação do imóvel

Essa taxa é cobrada pelo banco que está concedendo o financiamento para a compra do imóvel. Seu objetivo é assegurar que o valor combinado para a transação está de acordo com o que é praticado atualmente pelo mercado.

O valor da taxa de avaliação é definido pelo próprio banco responsável por conceder o financiamento. Por isso, ao negociar com a instituição, é importante se informar sobre o que ela cobra por esse serviço.

Aproveite para verificar também se a concessão do financiamento está vinculada à aquisição de algum outro tipo de serviço bancário, como seguros, por exemplo, o que pode tornar a operação mais cara. Consulte vários bancos para avaliar qual deles oferece as melhores condições.

Jogo de certidões

Ao longo da transação para a compra do imóvel, será necessário providenciar uma série de documentos que comprovam, entre outras coisas, que está tudo certo com o imóvel e que o comprador tem condições de arcar com a operação que deseja realizar.

Esse conjunto de papéis é conhecido como o “jogo de certidões”. Esses documentos têm custo mais baixo, mas é preciso se planejar e incluir o gasto entre as suas despesas.

Outras despesas

Além das taxas e tributos acima, obrigatórios para concretizar a compra do imóvel, é preciso incluir no seu planejamento financeiro outras despesas que, muito provavelmente, você terá para concretizar o sonho da casa própria.

Uma delas é a mudança da sua casa atual para o novo lar. Essa despesa vai variar de acordo com o volume de pertences a serem transportados e a distância entre a sua casa atual e a nova.

Também é preciso considerar a necessidade de realizar pequenos reparos ou reformas antes de ocupar o novo lar. Tudo deve constar no seu planejamento financeiro elaborado com antecedência.

Essas são as principais taxas ao comprar um imóvel que você precisa considerar para evitar surpresas e apertos. Capriche no seu planejamento financeiro e tenha tranquilidade na hora de adquirir sua nova casa ou apartamento.

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